Repita o prato

Filed Under () by The Lightning Knight on Quarta-feira, Janeiro 06, 2010




Pensando nos seguidores e leitores do blog, resolvi fazer um apelo: Dá trabalho manter o blog. Consome tempo fazer poesia. Às vezes parece que blog só tem valor quando constantemente atualizado. Eu não acho. Sei que há gente que aprecia, mas aos outros, façam o esforço de tentar apreciar o que teus olhos comem. Obrigado.

Vamos ver se segue meu raciocínio:


E se o profeta ficasse sem profecias,
Daí o que aconteceria?
Se o poeta ficasse sem rimas pra poesia,
O que dele se diria?


E o seguidores, moças e rapazes,
Engoliriam o silêncio, seriam capazes?
Ou chamariam de pronto o garçom
Para trocar o prato por outro bom?


Quem sabe dariam outra chance
Aos pratos já sem romance,
Que tão rápido já caíram no costume,
Mesmo sendo ainda terno que se arrume.


Uma garfada, duas, em meio a um papo,
Não tiram fome, nem sujam guardanapo.
Não prezam o cozinheiro, não satisfazem,
Só torram dinheiro e comida do armazém.


Como absorver sabor de tão pouco contato;
Dar opinião sem ter comido nem meio prato?
Como pedir novamente, sem ver no prato, arte?
Oras, uma obra dessa não é coisa que se descarte.


Seguir implica em andar atrás de alguém,
Contanto que ele ande também.
Mas e se ele ficar velho, e não andar,
Repetir rimas e ideias de forma regular?


Ou mesmo, se não mais manchar a folha
Com a tinta do tintureiro, nem tirar rolha
De garrafa rara nova, não usada ainda,
Contendo inspiração inexplorada e linda?


Ué, eventualmente acontece.
Nada impede, nem prece.
Pois a vida eterna é na próxima parada,
Não nessa agora, que é limitada.


Sugestão do chef:


Aprecia, devora, digere o conteúdo.
O bom, guarda, torna objeto de estudo.
O resto, elimina sem receio, sem demora
E o sem sentido, ridículo, ignora.


Mas não há mosca na sopa, fica tranquilo,
Pois da mesma bóia que fila, eu também filo.
Será cobrado a atenção, no valor de alguns minutos
E no caso de insatisfação, não guarde os insultos.



Coma repetidas vezes, até enjoar do sabor;
Até descobrir os ingredientes e o seu valor;
Até saber que parte da saúde potencializa;
Até passar do superficial e de sua divisa.

Mas peça novamente o mesmo prato.

By The Lightning Knight

Desaforos

Filed Under () by The Lightning Knight on Terça-feira, Dezembro 01, 2009




É um grande peso, ter que carregar esses desaforos para casa
Mas alguém tem que conseguir agüentar o tranco.
São coisas com as quais uma pessoa normal se arrasa,
Mas quem agüenta isso não é mais nem menos santo,

Simplesmente tem a pele mais grossa, mais resistente,
Ou de ter trabalhado na roça, ou por simples paz de mente.
E com isso, é mais difícil ser perfurado, ser atingido no íntimo,
Pois as feridas são superficiais e saram num rápido ritmo.

Agora, tem gente que consegue até perfurar essa pele,
E aí a pessoa não consegue suportar sem que apele
Para a força maior, que já venceu o mundo
E que semeia consolo e salvação em ventre fecundo.

E assim como existe sombra para o sol escaldante,
Oásis para o deserto, descanso para o labor,
Assim também para desaforos há uma incessante
Palavra branda, que desvia o furor que for.

E bate de frente com todo e qualquer ultraje,
Contra-argumenta com uma intensa paz,
Que desintegra muralhas que o ofensor traje,
Destronando a jactância que o faz sentir-se sagaz.

É nessa esperança que eu edifico minha morada,
Uma vez que ela mesma já fez morada em mim,
Outra vez que ela enxerga uma milha e eu, uma polegada,
E ela, paciente, me consola e explica tudo tin tin por tin tin.

By The Lightning Knight

About me

Filed Under () by The Lightning Knight on Segunda-feira, Novembro 23, 2009




Used to be a great, big, fat liar,
Used to base my life upon a wire,
Used to try hard to own myself,
Never did achieve inner health.

Used to see things with a blurry view,
Couldn't see myself having to kneel,
To humbly ask for appeasement,
Something which is for me very recent.

Till I set foot, some years back,
(Reaching in the dark) on the track,
Which led me to a burden's relief,
The finest possible chanted grief,

Of one who dies for himself alone,
Marked with Holy blood to atone
The miserable wander he used to dare
Call a living. Oh, how was I unaware!

Ashamed of my liberty I used to hide,
But that was then, as ignorance lied,
As I was foolish as to let it lead me,
Into infinite valleys of pure mystery,

When God had already been revealed
In every creation, even if just a mild,
But effective proof of His sovereignty,
Evidence of the one who is almighty.

And when I found all this to be true,
I was able to comprehend my roots,
And no longer be ashamed nor in doubt,
Nor precluded from a joyful praise shout.

When I cried Kyrie Eleison, and was freed,
When simple tales became a truthful creed
In a Messiah who did come, a God who did love,
A Holy Spirit who dwells in me, in my blood.

By The Lightning Knight

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